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História
HISTÓRIA

O Trabalho Temporário não é coisa nova. O Trabalho Temporário existe desde sempre.
Está organizado, desde o fim da 2ª guerra mundial através do setor privado que lançou esta rede de colocações para facilitar o encontro entre a oferta e a procura de trabalho, num mundo a sair de grandes dificuldades e provações.
O trabalho temporário organizado na Europa foi-se assim desenvolvendo nos anos cinquenta, num continente em reconstrução.

Em Portugal, o exercício da atividade estava proibida pelo regime Salazarista que não permitia a “ livre circulação de trabalhadores” .
Em 1961, após longas e difíceis conversações, o exercício da atividade acabou por ser autorizado dado o início da guerra colonial.
O regime de então, compreendeu a necessidade de integrar a mulher no mundo do trabalho, de criar oportunidade de emprego a jovens em idade de mobilização para o esforço de guerra e na reintegração dos mancebos na sua desmobilização.
Foi seguido o modelo francês: emissão de contratos de trabalho e utilização, opção pela inclusão dos trabalhadores no regime da previdência, e dar a formação profissional necessária para a integração no mercado de trabalho.
Em 1974 apenas uma das 5 ETTs existentes, não encerrou as suas portas por pressão dos trabalhadores ou dos militares , nunca foi ocupada, e manteve a sua laboração normal durante o PREC.

Socialmente em Portugal, o Trabalho Temporário Organizado teve outro papel importante a desempenhar, em 1975 na integração e emprego dos “retornados”, nos mercados de trabalho nacionais.

No início dos anos oitenta, alguns empresários do sector do Trabalho Temporário começaram a reunir-se e a debater os problemas que mais os preocupavam. Preocupava-os o facto de Portugal ser o único país Europeu onde o Trabalho Temporário não estava regulamentado e, por isso, começaram a estabelecer conversações, ao mais alto nível, com os responsáveis governamentais da área do trabalho, da economia e com os parceiros sociais. Por outro lado, preocupava-os, também, a proliferação de empresas arrivistas, que vinham exercendo a actividade de Empresas de Trabalho Temporário, sem respeito por qualquer regra ou procedimentos qualitativos.

As reuniões formais para a criação da Associação das Empresas de Trabalho Temporário, APETT, tiveram lugar na sede da CCP, na Saraiva Carvalho, e o apoio dos seus dirigentes e técnicos, à data.

Foram oito as Empresas signatárias do pacto social da Associação em 1989, que, assim, se transformou na primeira Associação Patronal da área dos Serviços Prestados às Empresas.

A génese da APETT passou pela filiação imediata na Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e na Confederação Internacional das Agências Privadas de Emprego (CIETT) e, pela Assinatura de um CTT (APETT/FETESE), que viria a dar origem à 1.ª Lei do Trabalho Temporário e do Código Deontológico da Actividade.


No I Congresso da APETT, realizado em Outubro de 2005, a Associação mudou de Identidade para Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego (APESPE). Não se pretendeu, levar a cabo qualquer operação de cosmética. Tratou-se simplesmente de um acto de afirmação e de futuro, e de dizer ao Governo que somos uma força criadora de emprego das pessoas. O governo, qualquer que seja, não pode mais traçar qualquer política de emprego apenas com o sector público de emprego - o IEFP - têm, devem de contar connosco,ouvir-nos, recolher a nossa experiência, e já agora, funcionarem como os seus parceiros europeus onde estes dois sectores não estão de costas voltadas um para o outro mas sim cooperam para o emprego e a formação dos seus concidadãos.


O Governo e os governos Europeus, já compreenderam que o emprego para a vida acabou, que as empresas aparecem e desaparecem, que a precariedade é a falta de formação ou valências, nos saberes dos trabalhadores, não é o estigma da nossa actividade, pois somos Empresas estruturadas que colocamos nos mercados de trabalho desempregados ou jovens á procura de primeiro emprego, seja qual for a sua origem social, étnica ou outra.

Este primeiro congresso debateu amplas matérias de interesse para as empresas e abordou a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável incentivando as associadas a elaborarem os seus códigos.


A APESPE organizou 2 campanhas de prevenção de acidentes de trabalho na cedência temporária de trabalhadores com o apoio do IDICT e depois do ACT com a publicação de manuais. Organizou também a conferência da CIETT, com a presença de 23 países, em Lisboa, 2009.

Os assuntos da APESPE são conduzidos com pragmatismo, conhecimento e força. A nossa liderança é consistente e suficientemente cometida à defesa do Sector Privado de Emprego, dos interesses dos nossos Associados para o desenvolvimento e crescimento do sector, para o emprego, contribuindo assim para a riqueza nacional.


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